Educação

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A Feira Cultural na EMEF Bartolomeu Lourenço De Gusmão
por: Valter A. Costa
26/10/2013

Na manhã do dia 22 de outubro, uma terça-feira, visitei a   Feira Cultural da EMEF Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Na semana anterior tinha   encontrado um grupo de alunos e professores desta escola que participavam, tendo a frente a própria diretora da Unidade, a professora Rosália Aparecida de Oliveira,  do Projeto “Aula a Céu Aberto: Itaquera, a Copa Começa Aqui”, na área da construção do Estádio do Corinthians. No meio da conversa com estes alunos sobre as impressões causadas pela visita, uma aluna, fez o convite para que fosse  à Feira da Escola. Entendi o convite como uma convocação.

Já chegando na Escola, subindo a rua para o acesso principal, vislumbrei  a  torre de bela  igreja situada próxima. Não conheço o nome da Igreja,  mas sua imagem sempre impressiona. Pois bem, tinha chegado ao templo. Entrei naquela escola, descendo a escada que dá acesso à secretaria, com uma reverência quase religiosa. Era como se retornasse à escola de minha própria infância. Tirei uma foto de sua placa, a primeira de muitas.





O CUIDADO COM OS ALUNOS

No primeiro corredor, uma aluna que passara mal era atendida pelos assistentes. Era uma garota do último ano. Foi colocada numa cadeira e suas pernas foram estendidas sobre outra. A assistente conversava com a aluna e orientava sobre como deveria respirar. Uma sua colega estava ao seu lado também. Muito carinhosas. A aluna foi se acalmando. Estava em boas mãos. Mais tarde, numa das salas em que ocorriam as apresentações, reencontrei a garota, recuperada, alegre e integrada às atividades de sua turma.

O TRABALHO COM A RECICLAGEM

Acompanhado pela diretora fui visitando as salas. Os corredores também estavam ornados com produções dos alunos, mas dentro das salas tínhamos uma coisa fundamental, a monitoria dos alunos que explicavam sobre seus trabalhos. Numa das salas, por exemplo, os alunos apresentaram os trabalhos feitos com material reciclado. Nesta sala, algumas mães tinham opiniões divididas sobre os objetos mais bonitos e criativos. Na dúvida ia fotografando tudo que achava bonito. Os palhaços, os coelhos e o pingüim, preferido por um dos alunos visitantes.





Num outro ambiente,  uma atenciosa aluna monitora explicou sobre o material produzido com base na temática da desertificação. Árvores secas ornamentavam a sala. Fotos de desertos. Máscaras simbolizando a desumanização provocada pela seca. E o assunto da fome.

 

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E AS MANDALAS

O tema da alimentação foi tratado de forma criativa. Usando o recurso das mandalas. Numa mesa, foram organizadas, lado a lado, mandalas com tipos distintos de alimentos. Uma mandala com os alimentos apenas gostosos (salgadinhos industrializados); a mandala do alimento essencial; a mandala do alimento que é essencial e gostoso.



 BRINCADEIRAS, JOGOS E A PRESENÇA DA MATEMÁTICA

Em outra sala, a dos jogos e brinquedos, quase não consegui sair. Muito divertido. E variado. Muitas opções. Não consegui decorar o nome de nenhum dos jogos. As crianças bem que tentaram me ensinar. Fiz várias tentativas de acertar uma bola num jogo de pontaria, sem nenhum sucesso. Não acertei nenhuma das bolas arremessadas. Outro jogo legal, era um em que as crianças iam colocando pés e mãos em círculos conforme o comando que gerava problemas complicados. A criança tinha que fazer certo malabarismo para não perder o equilíbrio. A idéia é trabalhar o que os professores de educação física chamam de lateralidade, mas o resultado mais imediato é dar muita risada com os “nós” criados nos movimentos deste jogo. Nesta sala, várias brincadeiras exigiam operações matemáticas.

Em um deles, uma pequena aluna, fez alguns cálculos com a soma dos números de minha data de nascimento e fiquei sabendo que tenho como aspectos positivos a sabedoria, a tranqüilidade, o poder da análise, a meticulosidade, mas fiquei assustado com meus aspectos negativos apontados naquela brincadeira da numerologia: desligamento, melancolia, crítico em excesso, auto-destrutivo. Manifestei minha preocupação com este resultado para uma professora que acabou também achando engraçado. Mas o melhor mesmo era ver a pequena aluna monitora deste jogo, fazendo seus cálculos antes de dar os preocupantes resultados. Na dúvida, em sem o recurso da calculadora, a aluninha ia conferindo a contagem com as pontas dos dedos.

AS EXPERIÊNCIAS CIENTÍFICAS, VULCÃO, BARCOS E ROBÔS

Numa outra sala, as experiências científicas. O vulcão. O barquinho à vapor. Um gerador de energia.   A parte que equivalia a um museu natural, com os insetos produzidos com material reciclado. E um aluno, muito didático, explicando o funcionamento de um robô guindaste.

 

O TEATRO COM TEXTO DE CLARICE LISPECTOR

E também teve a sala das apresentações de teatro. Nesta reencontrei a aluna que tinha me convidado para visitar a feira, interpretando o texto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. O texto é saboroso e a apresentação da aluna foi maravilhosa. Muito legal também foi a interpretação da menina má que não queria emprestar o livro de Monteiro Lobato. Ficou ótima como pequena vilã. Em seguida, nesta sala, teve a apresentação de textos produzidos com falas de moradores de rua, tratando de vários assuntos, drogas, abandono, violência.

 

LITERATURA, LEITURA E ESCRITA

Teve também uma cesta com os títulos de livros. Marcadores de páginas, estilizados, entre eles um com a figura simpática do velho Chaplin. E nesta sala, um canto da literatura de terror. Bem caracterizada. Tudo convidava à leitura.



Numa sala, a produção de crianças dos primeiros anos. Uma preciosidade. Vários cadernos com as escritas dos alunos. Nestes, chamava atenção as biografias. As crianças contavam sobre o que elas gostavam: seus pais, irmãos e até os primos, além das pipocas, é claro. Emocionante a leitura destes registros infantis.

 

OS VALORES DAS CIVILIZAÇÕES AFRICANAS

Por fim, preciso falar da experiência e conhecimentos que adquiri na sala dedicada à Cultura e História da África. Cada nação africana mereceu uma pesquisa. Textos e fotos dos vários países africanos. Suas vestimentas. Vídeos. Tudo explicado pelos alunos. E uma coisa muito legal, que me encantou, os símbolos Adinkra. Ganhei um de presente dos alunos, o ABAN, símbolo da Fortaleza, Assento de Poder e Autoridade. Uma sala linda. Um trabalho meticuloso feito pelos alunos. Parabéns, professores desta escola. Fiquei mesmo encantado.



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